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Patrulheiro Herói das Estradas...

Author: Miguel de Paula /





Ouvir teu caminhar com os princípios aos passos da lei sempre me encantaram...
Sirenes ligadas, motos potentes, viaturas azuis, levam segurança e a justiça às estradas era tua missão meu amigo!

Seriedade e caráter sou testemunha! Amigo de tua mãe eu sou! À Dama de Cabelos longos sou eternamente fiel! Tua luta e tua honra sempre serão lembradas através de mim!

Ó grande amigo, o grande cavalheiro das estradas que com convívio admirei como és um homem de postura, um caráter e conduta impecável!

Ao teu lado estive quando tua mãe fechou os olhos para ir ao braços de Deus! Pela primeira vez vi o cavalheiro, Patrulheiro Herói encher os olhos de lágrimas! Sim meu amigo, ela se foi... Tú és um irmão!

Tuas paixões por motos e velocidade sempre nos contagiaram ao ver em teus olhos a felicidade de estar sobre as duas rodas em uma rodovia! Como era belo ver um guerreiro sobre teu cavalo motorizado! Os motores rugiam e sim, tú sabias como ninguém dominar as duas rodas!

Tua paixão pela corporação era clara! Defendia com honra, protegia as estradas para manter a segurança das pessoas de bem!

Pouco tempo se passou após a perda de tua mãe... Casou! Acompanhei o sorriso tímido, contudo, sincero e feliz onde jamais esquecerei! Tú estas feliz e isso me faz feliz!

Casado não perdestes a paixão pelas motos e o amor pela corporação! Tú encantas meu amigo!

Na noite de um sábado ouço meu nome, sim, era teu melhor amigo a chorar... Com palavras engasgadas e sem forma a dizer veio me comunicar que tú estavas morto! Não acreditei!

Como pode o Patrulheiro Herói cair de teu cavalo motorizado? Algo de errado havia nesta história!

Procurei me informar nas notícias via internet e lá constatei: "Policial Rodoviário morre em acidente automobilístico"! Ao meu lado pasmo encontra-se o Príncipe da Paz que tenta me confortar com palavras agradáveis! Tento não demonstrar, mas meu mundo mais uma vez abalou!

Horas se passaram, ao lado do Príncipe da Paz mantenho minha tranquilidade aguardando um simples telefonema para teu velório e lá me despedir!

Sabes, a revolta és tão grande que não consigo segurar as lágrimas ao deixar a casa do Príncipe da Paz...

Sigo, sigo, sigo e a noite parece não passar! Ao amanhecer recebo o telefonema onde encontras teu corpo sendo velado!

Adentro a capela e não reconheço teu rosto completamente reconstruído e venho a desmoronar em lágrimas ao abraçar tua viúva tão nova que ali zela tua urna!

Abraço em lágrimas a escudeira de tua mãe que me dá forças! Estaremos sempre contigo grande Patrulheiro! Tua morte não será em vão, justiça em teu nome será feita, àqueles causadores de tua morte que fugiram covardemente responderão! Nosso Patrulheiro Herói!!!

Os grandes cavalos brancos motorizados com os Patrulheiros prestam suas últimas homenagens escoltando teu caixão onde descansará teu corpo no silêncio do sono eterno! A Bandeira dos honrosos Patrulheiros Heróis cobre teu caixão com as honrarias merecidas! És um dia de luto!

Lembranças... Meu Patrulheiro Herói, nosso amado Cavalheiro das Estradas... Descanse em paz! Zele, honre, proteja... Sirva a partir de hoje a tua missão! Sirva aos exércitos de Deus!

Saudades ficarão, mas sei que ao olhar aos céus verei o motor de teu cavalo motorizado rugir para proteger os caminhos de Deus e teu sorriso ao dizer: "Aqui estou eu!"

Aqui fica a minha homenagem...

Patrulheiro Herói das Estradas... Christiano Haddad Camolesi!


À

Alice Pereira Camolesi
Christiano Haddad Camolesi
"in memoriam"



(Miguel de Paula)



(http://www.correiodoestado.com.br/noticias/policial-rodoviario-morre-em-acidente-automobilistico-na-cap_114900/)

Chama de um passado...

Author: Miguel de Paula /




Quem diria que por um simples olhar um passado retornaria...

Há oito anos um grande amor foi apagado de forma trágica! O brilho de seus olhos não pude mais admirar!

Saber que seus olhos estariam fechados, sua boca calada por um silêncio que me incomodaria eternamente fizeram-me sucumbir!

Observá-lo em um caixão mogno, adornado com belos leões dourados, eu sabia que ali perante a todos estava morto um pedaço de mim! Recebia abraços e palavras que supostamente iriam me confortar todo momento, mas nada fez com que meus olhos deixassem de zelar sua urna que ali se encontrava lacrada preservando seu corpo até o momento da despedida!

Sinto cheiro de rosas! Como é delicioso! Como pode acontecer?

O rosário em minhas mãos entrelaçado encontra-se! A aliança do nosso amor aperta em meu dedo e não consigo conter as lágrimas de uma dor agonizante de um coração que sangra por enterrar seu sentimento mais precioso!

Nesse momento tão sofrido ajoelho-me e juro que essa bela chama que um dia foi acesa por você jamais seria apagada... Decidi trancá-la a sete chaves dentro de meu coração de forma que ninguém teria acesso!

Oito longos anos se passaram e um olhar singelo com um sorriso tímido fizera com que meus olhos se fechassem e o coração se abrisse! Sim, o portão do conhecido coração de gelo estava vulnerável...

Me permiti que o desconhecido que nunca vira em minha vida adentrasse no coração de gelo e reascendesse todas as lanternas que ali se encontram! Sim! Uma a uma, noite após noite, cada lanterna estava sendo acesa, chama por chama!

Notei que algo que a muito tempo não sentia estava prestes a se revelar! O gelo começou a trincar e com ele a hemorragia que ali fora estancada começara a vazar! Por trás de tantas lanternas que na escuridão se encontrava o desconhecido chegou a porta que jamais deveria descobrir!

Não! Não! Não! Não pode ser tão semelhante...

A porta se abriu e a chama que pequenina se encontrava se inflamou, tomando proporções que em breve sairia do meu controle! Seria bom deixa-la viver e o coração bater mais forte?

O coração esquentou e o gelo se foi, inseguro fiquei e minha segurança abalei! Deus, e agora? Não sei viver assim! A razão entrou em colapso e a muralha da qual construí ficou exposta! Desespero tomou conta! Socorro!

O que deixei fazer? Paixão, Ternura, Esperança, o que vocês fazem? Sentimentos esses que trancados eu deixei e neles não confiarei! Meus olhos abrem, tento colocar tudo no controle mas parece uma guerra sem fim! Lembranças retornaram como se tivesse vindo as pressas contra a corrente! Além do mar de minhas ilusões você está! Como daria tudo para olhar nos seus olhos mais uma vez!

Confesso, com medo fiquei! Vai saber se o mar de minhas ilusões terá razão!

A chama toma conta e vira um grande incêndio! Tarde demais! O desconhecido sem saber se espanta e parte deixando somente o rastro das lembranças que reascendeu!

Você não se passa de lembranças que um dia existiu! Sua luz esta sem par! Não seja cruel! Você irá nos sucumbir e nos condenar a morte! Pequena chama, grande Amor! Retorne no seu aposento por favor! Se a muralha cair morreremos e o pequeno mundo que conhece irá se desfazer como poeira ao vento! Você é um passado capaz de me incendiar, mas incapaz de sobreviver mundo afora! Não julgue o desconhecido! Não se passa de um semelhante!

Vejo seu sorriso depois de oito anos revivido em lembranças! Por favor! Retorne!

A agonia toma conta e as dores do passado retornam, não consigo controlar! Menino dos belos olhos, você está ai? Proteja-me de mim mesmo!

Ó, Menino dos belos olhos, você está sorrindo! Sabia que você viria ajudar a lutar contra esse passado que me assombra! Ajuda-me na batalha?

O incêndio é controlado, e com a sinceridade do desconhecido ele é apagado! Menino dos belos olhos a você confio para trancar o portão do coração que está prestes a desmoronar! Enquanto luto, por favor tranca-o!

O desconhecido já revelou seu verdadeiro eu! Meus olhos se abriram e a chama eles zelarão! O portão está trancado e as lanternas estão se apagando! Tudo está voltando a ser como antes! Fique calma Pequena chama!

Pequena chama, grande Amor... Não tenha medo! Ninguém irá apagá-la ou tomar seu coração! Não precisa inflamar, mas precisa saber que és um amor antigo que comigo morrerá! Uma luz sem par que irá viver comigo enquanto minha vida durar!

Saiba pequena chama, doce lembrança... No mar das minhas ilusões você estará tranqüila...

Pequena chama... Lembre-se...

"Se eu bailar no meu batel
Não vou ao mar cruel
E nem lhe digo aonde eu fui cantar
Sorrir, bailar, viver, sonhar contigo".

Pequena chama, grande Amor!

Este sou eu! Este é você! Um só ser! Um só coração...




(Miguel de Paula)